BRASIL O SHOW

1997 - POLYGRAM - CD (536. 511-2)
1997 - POLYGRAM - K7 (536.511-4)
Uma produção Polygram dirigida por Max Pierre
Um show de Simone e José Possi Neto
Gravação ao vivo e mixagem Antonio ‘Moogie’ Canázio
Gravação em Estúdio Moogie, Fábio e Rodrigo

Gerência Artística Rodrigo Lopes
Assistente de Direção Barney
Assistentes da Gravação ao Vivo Duda Mello e Max P.A.
Assistentes no Estúdio Duda Mello, Fernando Fishgold e Luciano Tarta

Gravado ao Vivo nos dias 4, 5, 6 e 7 de setembro de 97 no Palace, em São Paulo, pela Unidade Móvel ARP Gravações Musicais

Assistência Técnica na Gravação ao Vivo Augusto Oliveira e Zorro
Gravação de Complementos AR Estúdios
Mixagem Castle Oaks Studios, Los Angeles, California (EUA)
Assistente de Mixagem Mike Aarvold
Masterização Bernie Grundman Mastering, Los Angeles, Califórnia (EUA)
Técnico Bernie Grundman

Arranjos, Regência, Teclados e Acordeon: Julio Teixeira
Teclados: Ricardo Leão e João Braga
Guitarra e Violão: José Paulo Souza (Zepa)
Sax e Flauta: Ricardo Pontes
Sax-tenor e Flauta: Sergio Galvão
Trompete e Fugel: Nelson Oliveira
Trombone (em estúdio): Sergio Luis
Baixo: Carlos Eduardo (Papito)
Bateria: Jorge Gomes
Percussão:João Carlos (Bani)
Ritmistas: Mestre Paulinho, Douglas Botelho e Rodiney Ferreira
Coro: Solange Borges, Viviane Carvalho, Ronaldo Silva e Jorge Souza

Cenografia e Logotipo: Cristina Brasil
Capa: Projeto Gráfico Gê Alves Pinto e Geysa Adnet
Fotos Beti Niemeyer, Mario Thompson (fundo de estojo) e Fábio Ghivelder (detalhe rosto)
Manipulação de Imagens Lêka Coutinho

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Canta, canta, minha gente
Deixa a tristeza pra lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar

a vida vai melhorar
Vai melhorar
A vida vai melhorar
Vai melhorar

Cantem o samba-de-roda
O samba-canção e o samba rasgado
Cantem o samba-de-breque
O samba moderno e o samba quadrado
Cantem ciranda, o frevo
O coco, maxixe, baião e xaxado
Mas não cante essa moça bonita
Porque ela está com o marido do lado

Canta, canta, minha gente
Deixa a tristeza pra lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar

A vida vai melhorar
Vai melhorar
A vida vai melhorar
Vai melhorar

Quem canta seus males espanta
Lá em cima do morro
Ou sambando no asfalto
Eu canto o samba-enredo
Um sambinha lento e um partido-alto
Há muito tempo não ouço
O tal do samba sincopado
Só não dá pra cantar mesmo
É vendo o sol nascer quadrado

Canta, canta, minha gente
Deixa a tristeza pra lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar

A vida vai melhorar
Vai melhorar
A vida vai melhorar
Vai melhorar

O que é o que é

Viver
E não ter a vergonha de ser feliz
Cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita, é bonita

Pela própria natureza
Ela é minha mulher
Tão pureza, tão fogosa
Um botão que virou rosa
Pra ser o meu bem-querer

Beija, me beija, me beija
Beija, me beija, me beija
Beija, me beija
Beija,me beija, me beija

Não é Amélia, mas lava roupa
Seca louça e me dá banho
Me enxágua, me enxuga,
mas se vende caro
Pois não é ‘preta de ganho’
Me come, se acaba, inda diz ‘ora veja’
Beija, me beija, me beija

Beija, me beija, me beija
Beija, me beija, me beija, me beija

Você é meu povo
Você é meu samba
Você é a bossa
E a minha voz
Pra você eu trago
Um sambinha novo
Que eu fiz na fossa
Pra cantar a sós
E também vieram
Beijos nunca dados
Abraços guardados
Pra você sentir
Mas eu quero mesmo
É me enroscar num leito
Apertar seu peito
E depois dormir

Dormir sonhando
com você enamorada
Minha noiva muito amada
Meu pedaço de mulher
Minha história, meu segredo
Minha estrela, minha fé
Minha escola, meu enrêdo
(Me cigarro) Vinho tinto e meu café

Lá laiá raiá, raiá raiá laiá
Você é o meu laiá raiá laiá
La laiá raiá, raiá raiá laiá
Você é o meu laiá raiá laiá

E também vieram...
Lá laiá raiá raiá  laiá
Apertar seu peito e depois...

Eu quero
Me esconder debaixo
Dessa sua saia
Pra fugir do mundo

Pretendo
Também me embrenhar
No emaranhado
Desses seus cabelos

Preciso transfundir seu sangue
Pro meu coração
Que é tão vagabundo

Me deixa
Te trazer num dengo
Pra num cafuné
Fazer os meus apelos

Eu quero
Ser exorcizado
Pela água benta
Desse olhar infindo

Que bom
É ser fotografado
Mas pelas retinas
Desses olhos lindos

Me deixe hipnotizado
Pra acabar de vez
Com essa disritmia

Vem logo
Vem curar seu nego
Que chegou de porre
Lá da boemia

Eu quero...
Olá, como vai?
Eu vou indo e você, tudo bem?

Tudo bem, eu vou indo, correndo
Pegar meu lugar no futuro e você?

Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranqüilo, quem sabe...

Quanto tempo...
Pois é, quanto tempo...
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios...

Qual, não tem de quê?
Eu também só ando a cem...

Quando é que você telefona
Precisamos nos ver por aí...

Pra semana prometo, talvez
Nos vejamos, quem sabe...

Quanto tempo...
Pois é, quanto tempo...

Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas...
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança...

Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa rapidamente...
Pra semana...
O sinal...
Eu procuro você
Vai abrir, vai abrir...
Por favor, não esqueça
Não esqueço, não esqueço
Prometo, não esqueço...
Não esqueça, não esqueça
Adeus...
Adeus...

Trama em segredo teus planos
Parte sem dizer adeus
Nem lembra dos meus desenganos
Fere quem tudo perdeu
Ah! Coração leviano
Não sabe o que fez do meu
Ah! Coração leviano
Não sabe o que fez do meu

Este pobre navegante
Meu coração amante
Enfrentou a tempestade
No mar da paixão e da loucura
Fruto da minha aventura
Em busca da felicidade

Ah!Coração teu engano
Foi esperar por um bem
De um coração leviano
Que nunca será de ninguém...

Canto
Pra dizer que no meu coração
Já não mais se agitam
As ondas de uma paixão
Ele não é mais abrigo
De amores perdidos
É um lago mais tranqüilo
Onde a dor não tem razão
Nele a semente
De um novo amor nasceu
Livre de todo rancor
Em flor se abriu
Venho reabrir as janelas da vida
E cantar como jamais cantei
Essa felicidade ainda

Quem esperou como eu
Por um novo carinho
E viveu tão sozinho
Tem que agradecer
Quando consegue do peito
Tirar um espinho
É que a velha esperança
Já não pode morrer

Canto
Pra dizer que no meu coração
Já não mais se agitam
As ondas de uma paixão
Ele não é mais abrigo
De amores perdidos
É um lago mais tranqüilo
Onde a dor não tem razão
Nele a semente
De um novo amor nasceu
Livre de todo rancor
Em flor se abriu
Venho reabrir as janelas da vida
E cantar como jamais cantei
Essa felicidade ainda

Venho reabrir as janelas da vida
E cantar como jamais cantei
Essa felicidade ainda

Pressentimento

Ai! Ardido peito
Quem irá entender o teu segredo?
Quem irá pousar em teu destino
E depois morrer do teu amor?

Ai! Mas quem virá?
Me pergunto a toda hora
E a resposta é o silêncio
Que atravessa a madrugada

Vem, meu novo amor
Vou deixar a casa aberta
Já escuto os teus passos
Procurando o meu abrigo

Vem, que o sol raiou
Os jardins estão florindo
Tudo faz pressentimento
Que este é o tempo ansiado
De se ter felicidade

Eu vou pra Maracangalha
Eu vou
Eu vou de uniforme branco
Eu vou
Eu vou de chapéu de palha
Eu vou
Eu vou convidar Anália
Eu vou

Se Anália não quiser ir
Eu vou só
Eu vou só, eu vou só
Se Anália não quiser ir
Eu vou só, eu vou só
Eu vou só, sem Anália
Mas eu vou

Na cadência do samba

Sei que vou morrer, não sei o dia
Levarei saudade da Maria
Sei que vou morrer, não sei a hora
Levarei saudade da Aurora

Quero morrer
Numa batucada de bamba
Na cadência bonita do samba

Mas o meu nome
Ninguém vai jogar na lama
Diz o dito popular
Morre o homem, fica a fama

Samba do Arnesto

O Arnesto nos convidô
Prum samba ele mora no Brás
Nós fumos
Não encontremos ninguém
Nós vortemos
Com uma baita duma reiva
Da outra veiz
Nós num vai mais
Nós não semo tatu
No ôtro dia
Encontremos co´o Arnesto
Que pediu descurpas
Mai nós num aceitemos
Isso num si faiz, Arnesto
Nós num si importa
Mai voce devia
Ter punhado um recado
Na porta

Ôôôô.. que recado?
Mas que recado?
Mas que porta?
Num se alembra?
Que os omê foram lá com as ferramenta
E mandaram derrubá tudo

Saudosa maloca
Maloca querida

Que din donde nóis passemo
Dias feliz de nossas vida

Cas,cas,cas,cas,cas
Cas,cas,cas,cas,cas
Cas,cas,cas,cas,cas,cas
Cas,cas

Não posso ficar

Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Nem vê que eu sou um pobre rapaz

Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo que você vê, você quer
Ah! Meu Deus, que saudade da Amélia
Aquilo sim é que era mulher

Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
E quando me via contrariado
Dizia: ‘benzinho, o que se há de fazer’

Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade

Já tive mulheres
De todas as cores
De várias idades
De muitos amores
Com umas até
Certo tempo fiquei
Pra outras apenas
Um pouco me dei

Já tive mulheres
Do tipo atrevida
Do tipo acanhada
do tipo vivida
Casada, carente,
Solteira, feliz
Já tive donzela
e até meretriz

Mulheres cabeças
E desequilibradas
Mulheres confusas
De guerra e de paz
Mas nenhuma delas
Me fez tão feliz
Como você me faz

Procurei
Em todas as mulheres
A felicidade
Mas eu não encontrei
E fiquei na saudade
Foi começando bem
Mas tudo teve um fim

Você é
O sol da minha vida
A minha vontade
Você não é mentira
Você é verdade
É tudo que um dia
Eu sonhei pra mim

Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a minha paixão adormecida
E a minha paixão adormecida

Pra ganhar seu amor fiz mandinga
Fui à ginga de um bom capoeira
Dei rasteira na sua emoção
Com o seu coração fiz zoeira
Fui à beira de um rio e voltei
Uma ceia com pão, vinho e flor
Uma luz para guiar sua estrada
A entrega perfeita do amor
Verdade

Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a  minha paixão adormecida
E a minha paixão adormecida

Teu amor, meu amor, incendeia
Nossa cama parece uma teia
Teu olhar uma luz que clareia
Meu caminho tal qual lua cheia
Eu nem posso pensar te perder
Ai de mim, se esse amor terminar
Sem você minha felicidade
Morreria de tanto penar
Verdade

Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a  minha paixão adormecida
E a minha paixão adormecida

Madalena, Madalena
Você é meu bem-querer
Eu vou falar pra todo mundo
Vou falar pra todo mundo
Que eu só quero é você
Eu vou falar pra todo mundo
Vou falar pra todo mundo
Que eu só quero é você

Minha mãe não quer que eu vá
Na casa do meu amor
Eu vou perguntar a ela
Eu vou perguntar a ela
Se ela nunca namorou

Madalena, Madalena...

O meu pai não quer que eu case
Mas me quer namorador
Eu vou perguntar a ele
Eu vou perguntar a ele
Por que ele se casou

Madalena, Madalena...

Eu fui lá pra Vila Velha
Direto do Grajaú
Só pra ver a Madalena
E ouvir tambor de Congo
Lá na Barra do Jucu

Brasil
Minha voz enternecida
Já dourou os teus brasões
Na expressão mais comovida
Das mais ardentes canções

Também
Na beleza desse céu
Onde o azul é mais azul
Na aquarela do Brasil
Eu cantei de norte a sul

Mas agora o teu cantar
Meu Brasil, quero escutar
Nas preces da sertaneja
nas ondas do rio-mar

Ô, esse rio turbilhão
Entre selvas e rojão
Continente a caminhar
No céu, no mar, na terra
Canta, Brasil

Aquarela do Brasil

Essas fontes murmurantes
Onde mato a minha sede
Onde a lua vem brincar
Oi, esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil, brasileiro
Terra de samba e pandeiro
Brasil, pra mim, pra mim

Brasil

Brasil
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio
O nome do teu sócio
Confie em mim
Brasil