CORPO E ALMA

1982 - CBS - LP (138.267)
1982 - CBS - K7 (16.237)
1988 - SONY/COLUMBIA - CD (850.047)
Músicos que participaram desta gravação
 
Piano Acústico: Handy Herber - 1 - 2A
David Foster - 4A
Cleberson Horsth - 2B
Eduardo Souto Neto - 1B
 
Piano Fender Rhodes:
Randy Herber - 2A
David Foster - 4 - 5A/ 8B
Ricardo Feghali - 2 - 4B
 
Piano Yamaha:
Cesar Camargo Mariano - 3A
Eduardo Souto Neto - 1B
Cleberson Horsth - 2 - 4B
Chiquinho de Moraes - 5B
 
OBXA - Sax Synthesiser:
Gary Herbig - 4B
 
Synthesizer GSI Yamaha:
Randy Herber - 5B
 
CS 80 Yamaha:
Randy Herber - 1 - 2 - 4B
 
Contrabaixo:
Jamil Joanes - 1A
Nathan East - 2 - 4 - 5A/3B
Luizão - 3A
Pedrão - 1B
Fernando - 2 - 4B
Gabriel - 5B
 
Bateria:
Paulo Braga - 1 - 3A/1B
Harvey Mason - 2 - 4 - 5A/3B
Serginho - 2 - 4B
 
Guitarra:
Zé Carlos - 1A
Natan Marques - 3A
Lee Retnour - 4 - 5A/3B
Tim May - 1 - 2 - 4B
Kiko - 2 - 4B

Violão:
Oscar Castro Neves - 2A
Luiz Claudio - 1 - 5B
Erich Bulling - 1 - 5B
Rick - 5B

Ovation:
Luiz Claudio - 3A/5B
Natan Marques - 1B

Percussão:
Chico Batera - 1A/5B
Marçal - 1A - 1B
Celsinho - 1A
Paulinho da Costa - 2 - 5A
Robertinho Silva - 3A/1 - 5B
Simone - 4A/1 - 3 - 5B
Paulinho - 2 - 4B
Mazola - 3B
Erich Bulling - 3B

Trombone:
Bill Reichenbach - 2 - 5A/3B

Trompete:
Jerry Hey - 2 - 5A/3B

Flugelhorn:
Larry Hall - 2 - 5A/3B
Jerry Hey - 2 - 5A/3B

Sax Alto:
Garry Herbig - 1 - 3 - 4A
Larry Williams - 2 - 5A/3B

Sax Tenor:
Gary Herbig - 2 - 5A/3B

Flautas:
Larry Williams - 2 - 5A/3B
Garry Herbig - 2 - 5A/3B
Celso Woltzenlogel - 4B

Trompas:
Zdenek Svab - 1A
Antonio Candido Sobrinho - 1A

Corne - Inglês
Braz Limongi Filho - 5B

Acordeon:
Chiquinho do Acordeon - 1A

Arranjos:
Chiquinho de Moraes: (cordas) 1A, 2B, 4B, 5B
Eduardo Souto Neto: 1B
Ivan Paulo: 1A (base)
Oscar Castro Neves: 2A
Cesar Camargo Mariano: 3A (base)
Erich Bulling: 3A (cordas) 4A e 5A (base e cordas)
Jerry Hey: 5A (metais), 3B

Vocal:
Grupo Roupa Nova


Ficha Técnica

Produzido por Mazola
Idealizado por Simone
Realizado por Simone e Mazola
Direção de Produção: Simone
Assistente de Produção: Bell Marcondes
Técnicos de Gravação: Luiz Paulo, Mazola e Humberto Gatica
Auxiliar de Gravação: João Ricardo
Engenheiros de Mixagem: Humberto Gatica e Mazola
Auxiliar de Mixagem: Paul Lani e Simone
Corte: Bernie Grundman da A & M Records
Idealização da Capa: Simone
Criação e realização: Simone, Lobianco e Garrido
Foto: Garrido
Lay-out: Lobianco

Visual de Simone: Ruddy e Tadashi

Gravado no Rio de Janeiro e Los Angeles

Participação Especial:

Grupo Roupa Nova gentilmente cedido pela Polygram Discos
Paulinho da Costa gentilmente cedido pela Pablo Records
Harvey Mason gentilmente cedido pela Arista Records
Lee Retnour gentilmente cedido pela Elektra Records
David Foster gentilmente cedido pela Sound Design Records

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Lado A
Te possuir não é caçar teu ser
Não é querer me ver
Num zás de firmamento

Também não é a mim que busco
Quando assim
Pareço saquear

Não tenho onde guardar
Teus ritos pessoais
Segredos e diários

Não sou de outro país
Não vim te raptar
Guerreiro ou mercenário

Não quero decifrar
Sinal algum retido
Em teu discreto riso

Não posso te soprar
A febre de algum sonho
Inferno ou paraíso

Só quero o teu corpo
Quero te dar o meu
A tua alma guarde
Pra se entender com Deus
Ou não
Quero o teu corpo

E dentro dele, o coração
Sim,
Foi que nem um temporal
Foi um vaso de cristal
Que partiu dentro de mim
Ou quem sabe os ventos
Pondo fogo numa embarcação
Os quatro elementos
Num momento de paixão

Deus,
Eu pensei que fosse Deus
E que os mares fossem meus
Como pensam os ingleses
Mel
Eu pensei que fosse mel
E bebi da vida
Como bebe um marinheiro de partida, mel

Meu
Eu julguei que fosse meu
O calor do corpo teu
Que incendeia meu corpo há meses
Ar, como eu precisava amar
E antes mesmo do galo cantar
Eu te neguei três vezes
Cais, ficou tão pequeno o cais
te perdi de vista para nunca mais

Mais
Mais que a vida em minha mão
Mais que jura de cristão
Mais que a pedra desse cais
Eu te dei certeza
Da certeza do meu coração
Mas a natureza vira a mesa da razão

Vem se mostrar, vem me convencer
Traz seus bons olhos pr'eu ver
Vem me buscar, vem me seduzir
Que estou pronto pra ir
Vem me encantar, me tirar dos confins
Fazer festa pra mim
Vem coração
Acender meus balões, minhas paixões

Vem afastar as assombrações
Arejar meus porões
Vem acalmar os meus vendavais
Meus temores, meus ais
Vem e me faz cada vez mais audaz
Cada vez mais capaz
De acreditar
Que ainda posso tentar continuar

Lutar, lutar, lutar
Pra gente ser feliz
Cantar, cantar, cantar
Como a gente sempre quis

Sei que merecia ser feliz
Ser feliz tem merecer?
Eu queria, eu não queria
Vinha um dia, outro dia
Depois quis
 
E te olhei nos olhos e pensei
Que você é uma canção
Das que falam ao coração
Quem te toque de paixão
Da vida
 
Ai menina
Minha sina
Te quero, venero
Teu soluço
Teus caprichos
Espero, eu quero
 
E se alguma coisa acontecer?
Ser feliz tem merecer
Mas se eu ficasse só
Triste de deixar com dó
Virias? Corrias?
 
Ai menina
Minha sina
Te quero, venero
Teus ciúmes
Teus impulsos
Espero
Eu quero
Vem cá de qualquer maneira
Balança minha roseira
Me bate de brincadeira
Me chama de traiçoeira

Me tranca na geladeira
Apaga minha fogueira
Promete qualquer besteira
Que eu fico toda faceira

Tortura essa brasileira
Me arranha com a pulseira
Me enforca na trepadeira
Pendura minha chuteira

Menino, mas que zoeira
Cadê meu advogado?

Tô que tô, eu tô que tô

Lá luz a la media boca
Besame mucho loca
Não, isso não
Me dá coceira

Vem cá minha compoteira
Balança essa pasmaceira
Me bate com a cabideira
Me chama de lavadeira

Não grita não dá bandeira
Periga marcar bobeira
Quebrei o pé da cadeira
Cuidado com a cristaleira

Segura, me deu gagueira
Eu juro que é verdadeira
Disfarça e chama a enfermeira
Tá dando uma tremedeira

Mamãe, viva o Zé Pereira
Cadê meu advogado?
Tô que tô, eu tô que tô

Lado B
Há almas que têm
As dores secretas
As portas abertas
Sempre pra dor

Há almas que têm
Juízo e vontades
Alguma bondade
E algum amor

Há almas que têm
Espaços vazios
Amores vadios
Restos de emoção

Há almas que têm
A mais louca alegria
Que é quase agonia
Quase profissão

A minha alma tem
Um corpo moreno
Nem sempre sereno
Nem sempre explosão

Feliz esta alma
Que vive comigo
Que vai onde eu sigo
O meu coração

Esta cantiga
É pra se cantar
Quando a gente se esquecer
De que está vivo
 
Quando não houver
Mais nem por que chorar
E o mundo se arrastar
Melancólico e passivo
 
Esta cantiga
É pra se cantar
Quando a única saída
For o abismo
 
Quando a gente não puder
Mais enxergar
Além das barreiras
Dos nossos próprios conflitos
 
Esta cantiga existe
Pra cantar a vida
Par de asas pro infinito
Labareda que se espalha
 
Chama forte o fogo bravo
Que provoca nossas forças pra lutar
Degelando corações
Reunindo bandeiras, paixões
Pra cima, pro meio
Pro olho do furação
Mariama
lya, lya, ô,
Mãe do Bom Senhor!

Maria Mulata,
Maria daquela
colonia favela,
Que foi Nazaré

Morena formosa,
Mater dolorosa,
Sinhá vitoriosa,
Rosário dos pretos mistérios da Fé

Mãe do Santo, Santa,
Comadre de tantas,
liberta mulhé

Pobre do Presépio, Forte do Calvário,
Saravá da Páscoa de Ressurreição,
Roseira e corrente do nosso Rosário,
Fiel Companheira da Libertação

Por teu Ventre Livre, que é o verdadeiro,
Pois nos gera livres no Libertador,
Acalanta o Povo que está em cativeiro,
Mucama Senhora e Mãe do Senhor

Canta sobre o Morro tua Profecia
Que derruba os ricos e ·os grandes, Maria
Ergue os submetidos, marca os renegados,
samba na alegria dos pés congregados

Encoraja os gritos, acende os olhares,
ajunta os escravos em novos Palmares

Desce novamente ás redes da vida
do teu Povo Negro, Negra Aparecida!!!

Anda, quero te dizer nenhum segredo
Falo desse chão, da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar

Tempo, quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir

Vamos precisar de todo mundo
Pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver

A paz na Terra, amor,
O pé na terra
A paz na Terra, amor,
o sal da terra

És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã

Canta, leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com teus frutos,
Tu que és do homem a maçã

Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois

Deixa nascer o amor
Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor
Deixa viver o amor
(O sal da Terra)

Por la blanda arena que lame el mar,
Su pequeña huella no vuelve más
Un sendero solo de pena y silencio
Llegó hasta el agua profunda
Un sendero solo de penas mudas
Llegó hasta la espuma

Sabe Dios que angustia te acompañó
Que dolores viejos calló tu voz,
Para recostarte arrullada en el canto
De las caracolas marinas
La canción que canta en el fondo oscuro
Del mar, la caracola

Te vas Alfonsina con tu soledad,
¿Qué poemas nuevos fuiste a buscar?
Una voz antigua de viento y de sal
Te requiebra el alma y (te) está llevando,
Y te vas hacia allá como en sueños,
Dormida, Alfonsina, vestida de mar

Cinco sirenitas te llevarán
Por caminos de algas y de coral,
Y fosforescentes caballos marinos
Harán una ronda a tu lado;
Y los habitantes del agua
Van a jugar pronto a tu lado

Bájame la lámpara un poco más,
Déjame que duerma, nodriza en paz,
Y si llama él no le digas que estoy,
Dile que Alfonsina no vuelve,
Y si llama él no le digas nunca que estoy,
Di que me he ido