É MELHOR SER

2013 – Biscoito Fino - CD (BF 269-2)
A essa Luz Divina. A Todos. À Babi, minha princesa’

Idealizado por Simone
Repertório Simone e Zélia Duncan
Produzido por Bia Paes Leme e Leandro Braga

Arranjos, direção musical, piano e teclado: Leandro Braga
Contrabaixo: Bruno Migliari
Bateria: Christiano Galvão
Percussão: André Siqueira
Guitarra, violão e outras cordas: João Gaspar

Engenheiro de gravação e mixagem: Gabriel Pinheiro
Assistentes de gravação e mixagem: João Thiré e Lucas Ariel
Engenheiro de masterização: Luiz Tornaghi

Fotos: Leo Aversa
Cabelo: César Neubert
Maquiagem: Rogê Lima
Projeto Gráfico: 6D

Direção geral: Kati Almeida Braga
Direção artística: Olívia Hime
Coordenação de produção: Marcela Maia

www.simone.art.br
showsimone@gmail.com (11) 3831 4543

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Uma pessoa é o que a sua voz é
No jogo dramático e no canto
O artista também é o que são
A sua voz e o seu canto
Eu não sou mulher o suficiente
Pra ser sua mãe, filha, irmã
Ser sua tia, nem sua parente

Sou só um ente vivente
Com sentidos, boca, olhos e ouvidos
Bem vividos e já não me iludo mais

Eu não sou mulher que fique contente
Com algum presente, com o aparente
Com quem não se faz presente

Sou pessoa e sou capaz de ser mais que isso
De ser sua e algo mais
Mas é feitiço que te satisfaz

Então mulher, mais que pessoa
Posso te dizer numa boa
Só sou mulher o suficiente
Quando faço amor com gente

Que tudo isso ainda vai passar
Se deslocar no tempo, esmaecer
Deverá desbotar, desimportar
E o seu plano para me esquecer
Esqueça

Que aquele amor aonde quer que esteja
Se bulir, vai ver 'inda lateja
E se no fim, no fundo, permaneça
Aquele plano para me esquecer
Esqueça

Me perdoa essa falta de tempo
Que por vezes chega a me desesperar
Esse meu desatino, nossos descaminhos
E a vontade louca de ficar

Me perdoa essa falta de sono
Que por vezes chega a me desanimar
Queria te encontrar nesse meu abandono
E não ter que depois desapegar

Te queria sem pressa, sem medo
Na loucura de um dia qualquer
Te tragar no silêncio da noite
Nos teus braços me sentir mulher

Mas a falta de tempo é tamanha
E essa ausência de mim te devora
Me perdoa esse jeito cigano
De partir sempre antes da hora

Depois que você virou visita
A quem se deve tanta honra
Essa chegada sem convite algum
Abro a porta e dou de cara
Com essa cara de menino cínico
Sabendo que eu sofro do coração

Pode sentar
Pode montar sua defesa
Que eu já preparei o meu perdão

Hoje quero sua companhia
Te dar todo tipo de alegria
E adormecer no colo da sua mão

A vida é curta
E o amor é quase eterno
Tudo é inferno pra quem nunca quer morrer

E eu que já morro de saudade simplesmente
Da sua cara me pedindo pra esquecer
E olha agora aqui você

Bolero só se for de amor
Com você pra me inspirar
De tanto acreditar que sim
Só me perdi, onda no mar
Louco do amor que não sabe escutar
Tonto, se perde em falar
Trago um silêncio pra te encantar

Dias perdidos não podem voltar
Mas tem a Dona Esperança no ar
Gosta, se encosta, me deixa entrar

Vem dormir nos meus sonhos
Me acordar com sorrisos
E a tristeza já quer dançar...

Não pergunte até quando
Esse amor nos espera
Quem me dera recomeçar!!!

Bolero só se for assim
Eu e você ...

Que amor é esse que agora
Depois de tanto tempo ainda espera?
É paixão que corre por fora
Enquanto que a saudade penetra

Então eu choro o meu bocadinho
E escrevo uma canção feito essa
Mais um haicai pra você compreenda sem pressa
Há uma esperança lá onde a saudade começa

O que é uma vida de artista
No mercado comum da vida humana
Um projeto de sonho inocente
Eu talvez não te veja esta semana

Pescador quando tece sua rede
Jogador quando joga a sua sorte
Cada um que conhece a sua sede
É artista da vida ou da morte

Quero ver se a menina de seus olhos
Aprendeu os detalhes dessa dança
Quero ver se o riso em sua boca
Ainda lembra de leve uma criança

O que é uma vida de artista
No mercado comum da vida humana
Um projeto de sonho inocente
Não se esqueça de mim esta semana

Juro que não vai doer se um dia eu roubar
O seu anel de brilhantes
Afinal de contas dei meu coração
E você pôs na estante

Como um troféu
No meio da bugiganga
Você me deixou de tanga
Ai de mim que sou romântica

Kiss me baby, baby kiss me
Pena que você não me kiss
Não me suicidei por um triz
Ai de mim que sou assim

Quando eu me sinto um pouco rejeitada
Me dá um nó na garganta
Choro até secar a alma de toda mágoa
Depois eu passo pra outra

Como mutante
No fundo sempre sozinho
Seguindo o meu caminho
Ai de mim que sou romântica

Dói em mim saber
Que a solidão existe e insiste
No teu coração
Dói em mim sentir
Que a luz que guia o meu dia
Não te guia não

Quem dera pudesse
A dor que entristece
Fazer compreender

Os fracos de alma
Sem paz e sem calma
Ajudasse a ver

Que a vida é bela
Só nos resta viver
A vida é bela
Só nos resta viver

Acreditar, eu não
Recomeçar, jamais
A vida foi em frente
E você simplesmente
Não viu que ficou pra trás

Não sei se você me enganou
Pois quando você tropeçou
Não viu o tempo que passou

Não viu que ele me carregava
E a saudade lhe entregava
O aval da imensa dor

E eu que agora moro nos braços da paz
Ignoro o passado que hoje você me traz
E eu que agora moro nos braços da paz
Ignoro o passado que hoje você me traz

Eu tenho febre, eu sei
É um fogo leve que eu peguei
Do mar, ou de amar, não sei
Deve ser da idade

Acho que o mundo faz charme
E que ele sabe como encantar
Por isso sou levada, e vou
Nessa magia de verdade

O fato é que sou sua amiga
Ele me intriga demais

É um mundo tão novo
Que mundo mais louco
Até mais que eu

É febre, amor
E eu quero mais
Tudo o que quero, sério
É todo esse mistério

Medo de sair, medo de ficar
Medo de ir longe demais
Medo de jogar, medo de apostar
Medo de não ter medo mais
Medo de ganhar, medo de perder
Medo de querer ser feliz
E poder

Medo de esquecer, se comprometer
Medo de encarar e fazer
Medo de mulher, medo de avião
Medo de ter toda razão
Medo de chegar, medo de partir
Medo de querer ser feliz
E conseguir

Medo de negar, medo de aceitar
De sair na chuva e molhar
De não ter vintém, de não ser ninguém
Medo de se dar muito bem
Medo de vencer, medo de arrasar
Medo de ser muito feliz
E pirar

Medo de viver, medo de falar
De se recolher e calar
De se descobrir ou de se afirmar
Medo de se revelar, de se dar
E pirar

Uma pessoa é o que a sua voz é