EXPO-SOM' 73

Simone, Leny Andrade, Márcia e Ari Vilela (Gravado ao vivo no Clube Pinheiros, São Paulo)
1973 - ODEON - LP (SMOFB 3823)
Gravado entre os dias 19 e 25 de setembro de 1973 no Clube Pinheiros, na capital de São Paulo.
Realização CGP Comunicações Gerais e Propaganda
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Lado A
Ei, você que é de samba
Levante e vem mostrar
Pra essa gente que é bamba, sambando
Roda, roda, que vem girando
Vem machucando as ‘cadeira’ da nega
Sambando

Lá, laiá, laia
Eu quero ver todo mundo sambar

Mostre o balanço que vem do sangue
Se alguém caçoar, não zangue
Se desligue do mal falar
Faço questão de ser brasileira
Lhe mostro depois de janeiro
Na avenida, na escola a cantar

Todos acham que eu falo demais
E que ando bebendo demais
Que essa vida agitada
Não serve pra nada
Andar por aí
Bar em bar, bar em bar

Dizem até que ando rindo demais
E que conto anedotas demais
Que eu não largo o cigarro
E dirijo o meu carro
Correndo, chegando no mesmo lugar
Ninguém sabe é que isso acontece porque
Vou passar minha vida esquecendo você
E a razão porque vivo esses dias banais
É porque ando triste, ando triste demais

E é por isso que eu falo demais
E é por isso que eu bebo demais
É a razão porque vivo essa vida agitada demais
É porque meu amor por você é tão grande
O meu amor por você é imenso
É porque meu amor por você é enorme
Demais

Não fazes favor nenhum
Em gostar de alguém
Nem eu, nem eu, nem eu

Quem inventou o amor
Não fui eu
Não fui eu, não fui eu
Não fui eu, nem ninguém

O amor acontece na vida
Estavas desprevenida
E por acaso eu também
E como o acaso é importante, querida
De nossas vidas, a vida
Fez um brinquedo também

Que dizer e que cantar
Que dizer e que cantar...
Vou cantar
Meu canto de paz e de amor
De chegar
Ao peito de quem não ganhou, não ganhou
Amigo, sossego, amor... amor

É pra dizer que o canto que alegra a
Razão de viver
Espanta a tristeza e a fiança a quem for
É canto, esperança de amor
Sem dor

Cante comigo
Sorri comigo, amigo
Que muito temos que dizer e que cantar
Que dizer e que cantar...

Me casei por interesse com a filha do Veloso
Quem era o dono da bodega na
Travessa do Raposo
Ela era de bom jeito, mas ele era um sujeito
Cachaceiro e mentiroso

Piripiripi, pra que que fui me casar?
Piripiripá, agora tenho que aturar

Agora faz dez anos e não veio a viuvez
A mulher dá o estrilo,
Quer ser mãe mais uma vez
De pensar eu fico frio
Em dez anos vinte filhos
Só vem dois de cada vez

Me casei porque pensava ter a sorte
Assegurada
Mas os dotes que ela trouxe foi sorte
Desventurada
Uma mão cheia de vento, vejam vocês
Meu lamento
E outra mão cheia de nada

Lado B
Confete 
Pedacinho colorido de saudade 
Ai, ai, ai, ai 
Ao te ver na fantasia que usei 

Confete 
Confesso que chorei 
Chorei porque lembrei 
Do Carnaval que passou 
Daquela colombina que comigo brincou 

Ai, ai confete 
Confesso o amor que se acabou
Coqueiro de Itapoã, coqueiro
Areia de Itapoã, areia
Morea de Itapoã, morena
Saudade de Itapoã, me deixa

Oh vento,
que balança as palhas
no alto das folhas do coqueiral

Oh vento
que ondula as águas
eu nunca tive saudade igual

Me traga boa notícia
daquela gente toda manhã
E jogue uma flor no colo
de uma morena em Itapoã

É quando o sol vai quebrando
Lá no fim do mundo
Pra noite chegar
É quando se ouve mais forte
O ronco das ondas na beira do mar...

E assim amanhece esse homem
Que nunca precisa dormir pra sonhar,
Porque não há sonho mais lindo
Do que sua terra, não há

Se você não me queria
Não devia me procurar
Não devia me iludir
E nem deixar eu me apaixonar

Evitar a dor é impossível
Evitar esse amor é muito mais
Você arruinou a minha vida
Me deixe em paz!

Eu não quero mais amar
Pra não sofrer ingratidão
Depois do que eu passei
Fechei as portas do meu coração
Eu dei a ela todo carinho
E no entanto acabei sozinho
Olha a lei de Murici
Cada um que trate de si
Olha a lei, lei de Murici
Eu trato de mim, você trata de si

Esse cara já não quer mais nada
Só vive naquela do me dá-me dá
Se eu vou tomar uma brasa
Não precisa nem lhe convidar
Se eu fumo um cigarro, ele pede
Esse cara tem que trabalhar

Eu vou dar uma festa lá em casa
Esse cara eu não vou convidar
Eu vou botar um soldado na porta
Sem convite ninguém vai entrar
Ele fuma, ele dança, ele bebe
Se entra num samba, quer muita mulher
Mas enfrentar o batente que é bom
O malandro não quer