FEMININO

2002 - UNIVERSAL MUSIC – CD (04400649362)
Uma produção Universal Music dirigida por Guto Graça Mello e idealizada por Simone

Direção artística Max Pierre
Gerência artística Ricardo Moreira
Direção musical Ricardo Leão

Gravado, ao vivo, no Espaço Universal UP em agosto de 2002
Gravado e mixado por Flavio Senna
2° Técnico de gravação Sergio Ricardo
Assistente de gravação Alexandre Maurell e Flavio Senna Neto
Mixado no Blue Studios
Assistente de mixagem Anderson Trindade
Masterizado no Magic Master por Ricardo Garcia

Banda Simone:
Arranjos e Teclados: Ricardo Leão
Baixo: Fernando Souza
Bateria: Claudio Infante
Violões: João Castilho e Ringo Moraes
Percussão: Jacaré

Músicos adicionais:
Violão: Carlos 7 cordas
Surdo: Gordinho
Pandeiro:  Esguleba
Tantã: Belôba

Ficha Técnica do Show:

Produtora: Marília de Aguiar
Técnico de P.A: LC Varella
Técnico de monitor: Francisco Agnaldo Ramos
Técnico de luz: Marcos Olímpio Machado
Roadies: Alexandre Merlino e André Ramos
Cenotécnico: Marcelo Coutinho
Teleprompter: Rodrigo de Bivard
Sonorização: Loudness
Chefe de equipe: Celso Prado
Técnicos: José Luiz Silva, Jesiel Silva e Carlos Attencia
Gerência de operações: Claudio Fujimori
Assistente de Guto Graça Mello: Celso Lessa
Assistente de A&R: Barney

Fotos: Marcos Hermes (exceto páginas 2, 6, 12, 15, 16 e central Lívio Campos)
Cabelo e Maquiagem: Selma Garcia e Dayse Maia
Design: Val Ayres
Direção de arte: Gê Alves Pinto
Coordenação gráfica: Geysa  Adnet

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Batidas na porta da frente, é o tempo
Eu bebo um pouquinho pra ter argumento
Mas fico sem jeito, calada,  ele ri
Ele zomba do quanto eu chorei
Porque sabe passar e eu não sei

Um dia azul de verão, sinto o vento
Há folhas no meu coração, é o tempo
Recordo o amor que perdi, ele ri 
Diz que somos iguais, se eu notei
Pois não sabe ficar e eu também não sei

E gira em volta de mim, sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro, sozinhos

Respondo que ele aprisiona, eu liberto
Que ele adormece as paixões, eu desperto
E o tempo se rói com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor pra tentar reviver

No fundo é uma eterna criança, que não soube amadurecer
Eu posso e ele não vai poder me esquecer

Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou

Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, Beija-flor

Eu protegi  teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor

Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador

Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro
E aguava o bom do amor
Chove lá fora
E aqui
Tá tanto frio
Me dá vontade de saber
Aonde está você
Me telefona
Me chama,
Me chama,
Me chama

Tá tudo cinza sem você
Tá tão vazio
E a noite fica sem porquê
Aonde está você
Me telefona
Me chama
Me chama
Me chama

Nem sempre se vê
Lágrima no escuro,
Lágrima no escuro
Lágrima

Tá tudo cinza sem você
Tá tão vazio
E a noite fica assim porquê
Aonde está você
Me telefona
Me chama
Me chama
Me chama

Nem sempre se vê
Mágica no absurdo,
Mágica no absurdo
Mágica
Nem sempre se vê
Mágica no absurdo
Mágica no absurdo
Mágica

Ó, doce irmã, o que você quer mais?
Eu já arranhei minha garganta toda, atrás de alguma paz
Agora, nada de machado e sândalo
Você que faz o escândalo, irmã, luz            

Eu marquei demais, tô sabendo
Aprontei demais, só vendo
Mas agora faz um frio aqui
Me responda, tô sofrendo

Rompe a manhã da luz em fúria arder
Dou gargalhada, dou dentada na maçã da luxúria, pra quê?
Se ninguém tem dó, ninguém entende nada
O grande escândalo sou eu, aqui, só

Se esse amor
Ficar entre nós dois
Vai ser tão pobre, amor
Vai se gastar

Se eu te amo e tu me amas
Um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais

Se eu te amo e tu me amas
E outro vem quando tu chamas
Como poderei te condenar?

Infinita é tua beleza
Como podes ficar presa
Que nem santa no altar?

Quando eu te escolhi
Para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma,
Ter seu corpo (ser teu corpo)
Tudo, enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais

Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro, mas eu vou te libertar
O que é que eu quero
Se eu te privo do que mais venero
Que é a beleza de deitar

Quis evitar teus olhos, mas não pude reagir
Fico à vontade então
Acho que é bobagem a mania de fingir
Negando a intenção

Quando um certo alguém
Cruzou o teu caminho e te mudou a direção
Chego a ficar sem jeito, mas não deixo de seguir
A tua aparição

Quando um certo alguém
Desperta o sentimento
É melhor não resistir e se entregar

Me dê a mão, vem ser a minha estrela
Complicação tão fácil de entender
Vamos dançar, luzir a madrugada
Inspiração pra tudo que eu viver

Quando um certo alguém
Cruzou o teu caminho
É melhor não resistir e se entregar

Entre por essa porta, agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
Pra mudar minha vida
Vem, v'ambora

Que o que você demora
É o que o tempo leva
Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala

Porque meu coração dispara
Quando sente teu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz
(Na cinza das horas)

Vista assim do alto
Mais parece um céu no chão
Sei lá, sei lá
Em Mangueira, a poesia
Feito um mar, se alastrou
E a beleza do lugar
Pra se entender
Tem que se achar
Que a vida não é só isso que se vê
É um pouco mais
Que os olhos não conseguem perceber
E as mãos não ousam tocar
E os pés recusam pisar

Sei lá, não sei
Sei lá, não sei, não
Não sei se toda a beleza
De que lhes falo
Sai tão-somente do meu coração
Em Mangueira, a poesia
Num sobe-desce constante
Anda descalça ensinando
Um modo novo da gente viver
De pensar, de sonhar, de sofrer
Sei lá, não sei
Sei lá não sei, não

A Mangueira é tão grande
Que nem cabe explicação

Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim o grande amor
Mentira
Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador
Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão pro grande amor
Mentira
Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador

Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira

Fui muito fiel
Comprei anel
Botei no papel o grande amor
Mentira
Reservei hotel
Sarapatel
E lua-de-mel em Salvador
Fui rezar na Sé
Pra São José
Que eu levava fé no grande amor
Mentira
Fiz promessa até
Pra Oxumaré
De subir a pé o Redentor

Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira
Se acaso você chegasse
No meu chatô e encontrasse
Aquela mulher
Que você gostou

Será que tinha coragem
De trocar nossa amizade
Por ela que já lhe abandonou

Eu falo porque esta dona
Já mora no meu barraco
À beira de um regato
Num bosque em flor

De dia, me lava a roupa
De noite, me beija a boca
E assim, nós vamos vivendo de amor

Você só dança com ele
E diz que é sem compromisso
É bom acabar com isso
Não sou nenhum pai João

Quem trouxe você fui eu
Não faça papel de louca
Pra não haver bate-boca dentro do salão

Quando toca um samba e eu lhe tiro pra dançar
Você me diz: ‘Não, eu agora tenho par’
E sai dançando com ele
Alegre e feliz
Quando pára o samba
Bate palma, pede bis

Amor, de verdade, eu só senti
Foi por você, meu bem
E todas as loucuras desse nosso amor
Você me deu também

Você já faz parte da minha vida
E, então, fica tão difícil dividir você de mim
E quando faz carinho, me abraça
Aí eu fico de graça
Te chamando pra me amar

Mal acostumado
Você me deixou
Mal acostumado
Com seu amor
Volta
Traz de volta o meu sorriso
Sem você, não posso ser feliz