SEDUÇÃO

1988 - CBS - CD (850.077)
1988 - CBS - LP (231.157)
1988 - CBS - K7 (32.157)
Produzido por MAZZOLA
Co-produzido por Simone
Assistência de Produção: Isis de Oliveira
Coordenação de produção: Eva Straus
Técnico de Gravação: Eduardo Costa
Assistentes de Gravação: Edilson, Luiz Fernando, Paulo César
Gravação ao vivo na faixa ‘Disputa de Poder’ , técnicos e auxiliares:
Eduardo Costa, Luiz Fernando, Edilson, Jadir, José Luiz.

Gravado no Estúdio Transamérica - Rio
Mixado por Mazzola no Studio 55 - Los Angeles
Assistentes de Mixagem: Ken Felton e Maurício Guerrero
Arregimentação: Ronaldo Monteiro
Corte: Elio Gomes
Idealização e produção de capa: Isis de Oliveira
Foto: Indalécio Wanderley
Assistente da foto: Fábio Ghivelder
Design: Carlos Nunes e Cristina Portella
Cabelo: Carlos Armando
Maquiagem: Gilles
Direção de Produção: Simone

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Melhor assim
A gente já não se entendia muito bem
E a discussão já era a coisa mais comum
E havia tanta indiferença em teu olhar

Melhor assim
Pra que fingir se você já não tem amor
Se teus desejos já não me procuram mais
Se na verdade pra você eu já não sou ninguém

De coração
Eu só queria que você fosse feliz
Que outra consiga te fazer
O que eu não fiz
Que você tenha tudo aquilo que sonhou
Mas vá embora antes que a dor
Machuque mais meu coração

Antes que eu morra me humilhando de paixão
E me ajoelhe te implorando pra ficar comigo

Não diz mais nada
A dor é minha eu me aguento pode crer
Mesmo que eu tenha que chorar pra aprender
Como esquecer você

Teclados: Ricardo Leão
Guitarra: Natan Marques
Baixo: Arthur Maia
Bateria: Marcelo
Percussão: Clodoaldo Cannizza
Saxofone: Milton Guedes
Concepção de Arranjo: Lincoln Olivetti
Arranjo: Ricardo Leão

Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou
 
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, Beija-flor
 
Eu protegi  teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor
 
Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador
 
Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro
E aguava o bom do amor
 
Teclados: César Camargo Mariano
Guitarra: Torcuato
Baixo: Décio
Bateria: Marcelo
Arranjo: Cesar Camargo Mariano
Ninguém mais decifrou
No teu rosto
O que mais importou
para mim

Sabemos bem
Ninguém
Deu conta do momento
Viu o sentimento que nos arrastou

Quem de nós não sonhou
Acordado
Ao chegar todo amor faz
Faz assim

Sabemos bem
Quase ninguém
Entende o amor ao chegar
Quando vê o coração partiu em dois

Chegou na hora certa
Apaixonou

Alguém que tem medo de amar
Não tem vez ao teu lado
Talvez seja próprio do amor
O sonhar acordado

Tanto faz a estação
Sem teus olhos
O verão para mim
Era blue

Até a certa hora
Nada era
Real
Chegou na hora certa
Apaixonou

Sintetizador, bateria eletrônica: Eric Rehl
Guitarra: David Brown
Sax: Michael Brecker
Orquestra: The Tsunami Orchestra
Regente: Paul Hoffert
Supervisor da Orquestra: Brenta Hoffert
Arranjo: Byron Olson

Gravado no Estudio Power Station, New York
Orquestra gravada no Estúdio Manata Sound, Toronto, Canadá
Produtor: Phil Ramone, Mazzola
Arregimentador: Gene Bianco

Por que esconder a ferida
Não vê que eu sou a saída
Não vê que a vida é uma só
E eu aqui
Aqui como quem não quer nada
Como quem não sente essa ausência de ti
Por aí
O tempo não apaga essa chama
Por mais que eu conheça outras camas
Por mais que eu queira ser feliz
Mesmo assim
Me lembro da gente no espelho
Num raro balé que o amor inventou
Pra nós dois - os dois amar
Um poder esquisito
Que nos faz mais bonitos
E que agora insiste
Em não me abandonar
Viver sem você é o vício
De só representar
 
Teclados: Cesar Camargo Mariano
Guitarra: Torcuato
Baixo: Décio
Bateria: Marcelo
Arranjo: Cesar Camargo Mariano
Kalú, Kalú
Tira o verde desses oios de riba d´eu
Kalú, Kalú
Não me tente
Se você já me esqueceu
Kalú, Kalú
Esse olhar depois do que
assucedeu
Com franqueza só não
tendo coração
Fazê tal judiação
Você tão mangando de eu
 
Teclados: Sérgio Sá
Guitarra: Celso Fonseca
Baixo: Décio
Bateria: Marcelo
Percussão: Robertinho Silva
Arranjo: Sérgio Sá
Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso 
Minha metralhadora cheia de mágoas 
Eu sou o cara
Cansado de correr
Na direção contrária 
Sem podium de chegada ou beijo de namorada 
Eu sou mais um cara 

Mas se você achar
Que eu estou derrotado 
Saiba que ainda estão rolando os dados 
Porque o tempo, o tempo não pára 

Dias sim, dias não,
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão 
Da caridade de quem me detesta  

A sua piscina está cheia de ratos 
Suas idéias não correspondem aos fatos 
O tempo não pára 

Eu vejo o futuro repetir o passado 
Eu vejo um museu de grandes novidades 
O tempo não pára 
Não pára, não, não pára

Eu não tenho data pra comemorar 
Às vezes os meus dias são de par em par 
Procurando agulha no palheiro 

Nas noites de frio é melhor nem nascer 
Mas de calor, se escolhe: é matar ou morrer 
E assim nos tornamos brasileiros 
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro 
Transformam um país inteiro num ... (puteiro) 
Pois assim, se ganha mais dinheiro

A sua piscina está cheia de ratos 
Suas idéias não correspondem aos fatos 
O tempo não pára 

Eu vejo o futuro repetir o passado 
Eu vejo um museu de grandes novidades 
O tempo não pára 
Não pára, não, não pára

Teclados: César Camargo Mariano
Guitarra: Natan Marques, Celso Fonseca
Baixo: Arthur Maia
Bateria: Serginho Roupa Nova
Sax Alto: Milton Guedes
Arranjo: César Camargo Mariano

Amei demais
Como pude me entregar assim
já cansei de saber
que você não tem jeito
mas com fogo brinquei
Te queria e daí
 
Amei demais
Como pude esquecer de mim
E apesar de você
Quase durmo direito
Posso até suportar
essa falta de ti
 
Já tentei todas as rezas
pra tirar você de mim
Já fiz todas as promessas
pra não mais gostar assim
Mas é coisa do destino
É coisa feita não tem jeito
Esse desejo de você
 
Sou alguém
que acredita que você pode mudar
Mas não me entrego
se você não se entregar
Já fiz isso uma vez
não quero mais me arrepender
 
Pense bem
Diz a razão não vale a pena se enganar
E o coração me pede
pra te procurar
Ta doendo de saudade
diz pra mim o que fazer
 
Amei demais
quero ver quem vai te amar assim
Ninguém pode te dar um amor desse jeito
Você pode tentar mas não vai conseguir
 
Teclados: Cristovão Bastos
Programação de teclados: Ricardo Leão
Guitarras: Celso Fonseca
Baixo: Jorjão
Bateria: Serginho Roupa Nova
Pandeiro: Mazzola
Concepção de Arranjo: Lincoln Olivetti
Arranjo: Cristovão Bastos
Tudo o que o amor me deu
Aconteceu sem querer
Mas dessa vez fui eu quem fez acontecer

Se me ensinou viver
Quase matou de amor
Por te querer demais vivi do que ensinou
Eu não mandei você chamar minha atenção
Eu me prendi e se soltou a minha inspiração

Meu amor

Ao me dizer que sim
Você me fez quem sou
A liberdade de te amar me libertou
Eu aprendi que no amor não é preciso se jogar
Mas quando a gente joga não quer perder
E quem diz que o amor é carta marcada acertou
Ninguém vai separar as vidas que a vida embaralhou
Sou feliz porque só quis apostar em nós dois
A sorte me sorriu
Já temos um passado pra lembrar depois
Eu não mandei você chamar minha atenção
A liberdade de te amar me libertou da solidão
Soltou a minha inspiração, meu amor
Meu grande amor

Teclados: César Camargo Mariano
Guitarra: Natan Marques
Baixo: Arthur Maia
Bateria: Serginho Roupa Nova
Sax Soprano: Leo Gandelman
Arranjo: Cesar Camargo Mariano

Leo Gandelman artista gentilmente cedido pela Polygram
Falou amizade
E por toda cidade ecoa
A letra dos livros voa
Falando amizade
Por toda cidade boa
 
O sonho já tinha acabado quando eu vim
E cinzas de sonho desabam sobre mim
Mil sonhos já foram sonhados quando nós
Perguntamos as passado
Estamos sós?
Estamos sós?

Mil sonhos serão urdidos na cidade
Na escuridão no vazio a amizade
A velha amizade
Esboça um país mais real
Um país mais que divino
Masculino, feminino e plural

Teclados: Cristóvão Bastos, Ricardo Leão
Programação de Teclados: Ricardo Leão
Guitarra: Celso Fonseca
Baixo: Jorjão
Bateria: Robertinho Silva
Percussão: Neguinho do Samba (Congas, Tambor, Timbales),
Carlinhos Ogan (Xequere)
Arranjo: Cristóvão Bastos

É ruim
De segurar
Assim não dá, é padecer
Do jeito que está
Vamos pagando pra sobreviver
Se trocou não mudou nada
Jogo de carta marcada
É só perder
A panelinha armada
Tem muita brasa
E ninguém bota pra ferver
Isso aqui tá brincadeira
Ou será que não está
Brasileiro, brasileira
Tá na hora de gritar
 
Chega
De levar tanta porrada
Vamos ver se a papelada
Dessa vez é pra valer
Chega
Tá virando sacanagem
As promessas são bobagens
Que só faz aborrecer
Cansado
Rasgo a fantasia
Dessa anarquia
Na disputa do poder
 
Piuí, piuí, puá, puá (poire-poire)
Eu quero ver onde essa zorra
Vai parar

Teclados: Cristóvão Bastos
Programação de teclados: Ricardo Leão
Baixo: Jorjão
Cavaquinho : Luciana
Bateria da Caprichosos de Pilares:
Edilton, Alvinho, Luis Alberto, Aloisio, Tatão, Moisés, Waldyr, Dulico,
Roberto, Tunico, Milton, Raimundo, Fernando, Virgílio, Gelson,
Paulo Netz, Carlos Alberto, Claudir, Nilton Santiago (Pisca),
Carlos A.Meneses, Nilson (Pelé), José C. da Silva, Luiz Claudio,
Marcos Gomes, Formigão, Mario L.Gonzaga, Elias,
Francisco J.Vieira, Jorge Pereira, Crispin, Tuninho, Espião,
Satilio, Cacau, Jacaré, Peixeiro, Serginho, Jorge Luiz,
Alberto Carlos, Ariovaldo Araujo, Quinha, Ernandes Silva,
Cleomenezes, Malhado, Rodney, Luis dos Santos,
Sergio Maurelli, Carlos Pacheco, Alexandre, Edo das Neves,
Marcio das Neves, Jorge das Neves, Isaac Natalino, Manoel
Vicente, Silvério Dias, Jair Francisco, Geraldo Lopes, Paulo
Renato, Diógenes, Guga, Mario Antonio, Ricardo Ferreira,
Nelson Barbosa, Cleber Rodrigues.
Concepção Rítmica: ‘Mestre Paulinho’
Arranjo: Cristovão Bastos